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PUC-Rio cria curso para gestão escolar do sistema Firjan

Cynthia Paes de Carvalho destaca caráter estratégico da atuação dos gestores, inclusive do ponto de vista da política pública da educação

A PUC-Rio firmou um acordo com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro para a oferta de um curso de especialização em gestão escolar, direcionado a gestores de unidades do Sistema Firjan. Quem está à frente da iniciativa é a professora e Doutora em Educação pela PUC-Rio Cynthia Paes de Carvalho, que explicou a importância estratégica da formação de lideranças nas escolas:

“Essa característica de liderança é um fator de eficácia escolar, portanto, um fator a favor dos resultados”, afirma Cynthia.

A aula inaugural do curso será no dia 26 de setembro, e as disciplinas começarão no dia 24 de outubro. Serão três turmas de 40 alunos, de forma semipresencial. Em um ano, Cynthia projetou que seriam formados os primeiros 40 membros das equipes de gestão.

Por Isabella Carvalho*

Clique aqui para ter acesso a entrevista!

 

 

Reverberações da X Semana de Educação – parte 3

Textos livres

Por fim, os alunos tiveram a oportunidade de produzir textos livres que agregam poesia ao registro da semana e das falas das palestrantes. Sendo assim, Marcelo nos traz uma carta sensível sobre a aula inaugural, de Verônica Pinheiro, somando aos poemas de Giulia e Eduarda. Já Marcela, contribui com uma “lista de avisos” após a fala de Rosane Martins sobre a classe hospitalar do Inca.

Querida amiga, sobre o que vi e ouvi

Rio de Janeiro, 01 de setembro de 2025.

Querida amiga,

Hoje vivi algo que preciso compartilhar com você. Fui à palestra da professora Verônica Pinheiro, e saí de lá com a sensação de que a educação que conhecemos é apenas uma pequena parte do que ela pode ser. Ela falou de crianças que aprendem brincando, mesmo em contextos difíceis. De professores que ousam adaptar a escola à vida, e não a vida à escola. Contou histórias de aldeias onde a sala de aula é à beira do rio, e de favelas onde o pátio é a rua, e o currículo é feito de memórias e afetos.

O que mais me chamou a atenção, foi quando ela disse que a criança já chega à escola cheia de saberes, e que nosso papel é criar espaço para que eles floresçam. Sair de lá com a certeza de que educar é um ato de coragem, mas também de delicadeza. E fiquei pensando: quantas vezes, na pressa de ensinar, esquecemos de ouvir? 

Espero que um dia possamos assistir juntos a algo assim. Tenho certeza de que você também sairia transformado.

Com carinho, do seu eterno amigo,

Marcelo de Carvalho

 

A escola não viva e então viva

A escola limita a utilização de linguagens pelas crianças

Limite a experiência de descobrir

De explorar

O adulto sempre por ali porque sabe de tudo

E a criança não sabe de nada.

 

O aluno que se submete e é controlado, é premiado

O aluno que questiona é punido

Por que continuamos decidindo pelas crianças?

Como se elas não conseguissem decidir nada

 

O adulto é para ser o exemplo

Ser a voz agregadora

Ser mediador

Ser amigo da criança

Ser ouvinte

E ajudar a entender que

Escola não é prédio, é onde se vai para aprender.

Giulia Zeitune

 

Viva a escola

 

O que é escola?

“é aonde a gente vai pra aprender”

então eu sou escola

então você é escola

então

trajetória é escola

o canto

uma dança

memória é escola

o desenho

o tecido

história é escola

o menino

uma menina

terra é escola

vida é escola

escola viva

viva a escola!

 

Eduarda Candiota

 

Lista de Avisos aos Desavisados:

 

As crianças do INCA são pessoas que possuem direitos;

As crianças do INCA querem viver, até onde puderem, assim como 

você que não está em um hospital;

As crianças do INCA não são objetos de dificuldades e marcas de sofrimento;

As crianças do INCA possuem famílias e amigos;

As crianças do INCA lutam muito mais do que os adultos no trabalho;

As crianças do INCA devem ser respeitadas e vistas como crianças;

As crianças do INCA frequentam a escola e aprendem diariamente;

As crianças do INCA são invisibilizadas, assim como seus educadores, mas BASTA.

 

Marcela Severo

 

Reverberações da Semana de Educação – parte 2

Educação hospitalar garante a continuidade da educação de crianças em tratamento de saúde

Dando continuidade à proposta inicial de realização de textos acadêmicos inspirados pela X Semana da Educação, foi produzido o texto a seguir, sobre a palestra de Rosane Martins: “O pedagogo no hospital: humanização, brincar e aprender em ambientes de saúde”.

Durante a X Semana da Educação da PUC-Rio, realizada em 3 de setembro de 2025, a psicóloga Rosane Martins apresentou a palestra “O Pedagogo no Hospital: Humanização, Brincar e Aprender em Ambientes de Saúde” , destacando a importância da pedagogia hospitalar como prática de humanização e garantia do direito à educação durante a internação — serviço previsto nas Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (2001).

O palestrante trouxe reflexões sobre a atuação pedagógica em ambientes hospitalares, particularmente a partir da própria experiência na classe hospitalar do Instituto Nacional de Câncer (Inca), ressaltando que a humanização é o pilar central dessa atuação. Esse profissional, segundo ela, exerce uma função de mediação entre pacientes, famílias e equipes de saúde, oferecendo acolhimento, escuta e apoio. Essa presença pode contribuir para reduzir o estresse e a ansiedade das crianças no tratamento, criando condições mais projetadas para recuperação.

Entre os objetivos centrais das aulas hospitalares, Rosane enfatizou: facilitar o acesso à rede regular de ensino, evitando rupturas no processo formativo; dar continuidade ao desenvolvimento e à aprendizagem, autorizando a criança como sujeita a direitos em situação transitória de tratamento; e possibilitar que uma criança se reconheça em um espaço de identidade “não doente”, preservando-a para além da condição clínica. Para tanto, o pedagogo adapta metodologias e conteúdos à realidade clínica dos pacientes, o que facilita a reintegração escolar após a alta.

Rosane também apontou os principais desafios da área, como a necessidade de ampliar a oferta de aulas hospitalares, a carência de recursos específicos, a complexidade do diálogo com as escolas de origem e a exigência de grande flexibilidade pedagógica, já que em um mesmo grupo podem ser crianças de diferentes idades e níveis de aprendizagem. A convivência com situações de perda e morte de pacientes foi mencionada como uma das dimensões mais delicadas da profissão, exigindo dos pedagogos equilíbrio emocional para lidar com as próprias emoções e apoiar famílias e colegas.

Mesmo diante disso, a prática pedagógica nos hospitais mostra como a educação é capaz de promover acolhimento, humanização e esperança. As atividades vão muito além do conteúdo escolar: envolvimento festas de aniversário, cinema, brincadeiras, visitas aos quartos etc. O brincar, nesse cenário, aparece como linguagem fundamental, capaz de sustentar a infância mesmo em um ambiente de dor e incerteza.

Essa palestra nos trouxe a importância da reflexão sobre a invisibilidade desse serviço, uma vez que enfrentou barreiras significativas em relação à falta de investimento, pesquisa e reconhecimento. 

Ao final, a fala de Rosane deixou claro que o pedagogo hospitalar é um mediador de aprendizagens e de experiências de vida, alguém que garante à criança o direito de ser reconhecido em sua integralidade, mesmo no contexto da doença. Para sintetizar, ela trouxe uma reflexão conhecida de Rubem Alves: "Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles olhos íntimos aprendendoam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais."

Reverberações da Semana de Educação – parte 1

Diversas escolas para diversas infâncias 

O texto a seguir constitui uma atividade realizada na turma de Leitura e Escrita III, ministrada pela professora Mirna Juliana S. Fonseca, cuja proposta foi a produção de textos acadêmicos e livres a partir da X Semana da Educação. A “parte 1” apresenta a aula inaugural.

A X Semana de Educação da PUC-Rio 2025, foi realizada entre os dias 1º a 4 de setembro no auditório do RDC. O evento foi produzido pelo Departamento de Educação e o Centro Acadêmico de Pedagogia – Sankofa e teve como tema: “Diálogos, Práticas e Possibilidades”. Alguns dos conceitos discutidos foram: educação viva, psicopedagogia, pedagogia em movimento, classe hospitalar, gestão escolar, pedagogia social e contou com a participação de convidadas atuantes nas áreas da educação: Verônica Pinheiro (Rede Municipal de Ensino do Rio de Janeiro), Helen de Oliveira (Espaço Versar), Roseane Martins (Inca), Maria Luiza Canedo (PUC-Rio), Lívia Gabriela (Creche Jurema), Laísa Azevedo e Indira Inda (RAE – PUC-Rio) e Mariana Barbosa (Instituto Reação).

A palestra de abertura “Educação viva, atrevimentos e contracolonialidade: diálogos e práticas de aprendizagens selvagens”, Verônica Pinheiro apresentou perspectivas sobre a valorização da educação contracolonial, as trocas de saberes, a aprendizagem mútua e o conhecimento indígena. Durante sua apresentação, a educadora destacou a forma como a educação e o aprendizado se manifestam de maneira autêntica e conectada à vida em contextos não urbanos. A educadora traz para sala de aula uma prática que atua na construção da identidade, reconhecendo sua origem e introduzindo novos costumes que enriquecem sua experiência pessoal e social, baseada na lei nº 11.645/08, que trata da inclusão da história e cultura afro-brasileira e indígena no currículo. 

O objetivo da palestrante foi mostrar através de slides e objetos, como o povo ameríndio constrói os seus saberes e como dialogam as suas histórias com os visitantes que chegam e pedem para conhecer ou educadores que querem entender como podem se tornar melhores professores em educação contracolonial. Foram apresentadas as Escolas Vivas: Guarani, Tukano-Dessano-Tuyuka, Maxakali, Baniwa e Huni Kui.

A palestrante compartilhou metodologias desenvolvidas junto às crianças dessas escolas, destacando atividades com as mãos e o corpo, danças e cantos com músicas ritualistas, uso do tear, entre outras, que reativam a memória ancestral.

A educadora compartilhou como a língua portuguesa é ensinada nessas escolas, além de sua língua materna, a qual não é valorizada e aproveitada nas avaliações que competem às escolas brasileiras.

A palestrante relatou o quanto aprendeu com as metodologias das Escolas Vivas e que percebeu como a proposta de ensino do Rio de Janeiro é fechada e repetitiva. Ela tenta sempre aplicar em sua prática, atividades com tear, além de programações com as crianças que permitem plantar, colher e conhecer espaços históricos do Rio de Janeiro, como o Jardim Botânico. 

A palestra nos levou a refletir sobre a criança como agente (sujeito de direito), sobre como integrar práticas das Escolas Vivas nas escolas tradicionais, introduzindo na sala de aula os saberes indígenas.

 

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